sábado, 15 de janeiro de 2011

PROGRAMA PARA MELHORAR A APRENDIZAGEM DO ALUNO




MUTAÇÃO DAS AÇÕES NA APLICAÇÃO
DO ACOMPANHAMENTO PEDAGÓGICO
DO CONTEÚDO
DA AVALIAÇÃO
Da recuperação



PROPOSTA PARA AVALIAÇÃO DA SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO SEDUC - RONDÔNIA


POR ANTONIO JUAREZ BEZERRA MAIA
anjubemaia.bezerra@hotmail.com
                                                                                  Fones: 8449-6634 / 9231-9262
                                                                                              9976-1625 / 8122-3252



SUMÁRIO


I.JUSTIFICATIVA ............................................................................................ 03


II.OBJETIVOS .................................................................................................. 04


III.MUTAÇÃO DAS ACÕES NA APLICAÇÃO............................................. 04


1.DO ACOMPANHAEMNTO PEDAGÓGICO................................................04


1.1. Atual............................................................................................................04


1.2. Futuro (o proposto)......................................................................................04


2. DO CONTEÚDO ..........................................................................................04


2.1. Atual............................................................................................................04


2.2. Futuro (o proposto)......................................................................................05


3. DA AVALIAÇÃO.........................................................................................05


3.1. Atual...........................................................................................................05


3.2. Futuro (o proposto)....................................................................................06


4. DA RECUPERAÇÃO..................................................................................06


4.1. Atual..........................................................................................................06


4.2. Futuro (o proposto)...................................................................................06


IV.OPERACIONALIZAÇÃO........................................................................07


V.EFEITOS DA AÇÃO DO PROJETO.........................................................08


VI.ATORES ENVOLVIDOS NA OPERALIZAÇÃO DO PROJETO...........09


VII.BENEFICÁRIO PRINCIAL....................................................................09


VIII.ANEXOS...............................................................................................09


IX. CONVENÇÕES.....................................................................................09


ANEXO 1.....................................................................................................10


ANEXO 2.....................................................................................................11






I.JUSTIFICATIVA

Os problemas de aprendizagem, nos dias atuais, colecionam um elenco de responsabilidades dentro e fora da escola. Podíamos dizer, a priori, que não há qualidade de ensino na maioria dos Estados brasileiros. E aqui em Rondônia, não é diferente,  apesar dos grandes dispêndios de recursos (e não investimento) destinados às mais diversas atividades e a execução delas.
Para explicar o que é investimento na educação é só verificar a estatística de resultados da relação Escola público Estadual e resultado de dados oficiais, no que diz respeito ao alcance dos alunos que desejam freqüentar uma faculdade federal e é impedido pela má qualidade do ensino público estadual e municipal.
Houve até agora programas de governo na educação e em vários setores organizacionais do Estado. A nosso ver, os que dizem ser investimentos em móveis, imóveis, despesas fixas e outros insumos para as atividades escolares, como papel, material de limpeza ou outros materiais pedagógicos, não podem contar como investimento escolar, e sim, investimento em estrutura, o qual dá margem a custos, muitas vezes, improváveis. Investimento na educação é o resultado da soma dos fatores educacionais que eleva seu principal produto – o aluno – a ter êxito no primeiro trabalho, no primeiro concurso, na primeira universidade e na vida civil e social.
O programa de aprendizagem que queremos, é um programa de Estado para educação que se desenvolva com a participação dos profissionais, vez que eles são quem têm o controle da situação e sabem o que é bom ou ruim para o aluno.
II.OBJETIVOS
Este projeto visa melhorar a aprendizagem do aluno mediante o registro de conteúdo real efetivado pelo professor em sala de aula; planejamento e controle, diuturnamente, da supervisão, orientação escolar e órgão setorial da Seduc, de todos os conteúdos preestabelecido no planejamento e em cada disciplina, bem como a recuperação dos estudos, quando da falta do aluno, através de provas e testes ou por orientação do professor para verificação destes.

III.MUTAÇÃO DAS AÇÕES NA APLICAÇÃO
1. DO ACOMPANHAMENTO PEDAGÓGICO
1.1. Atual
            O acompanhamento pedagógico atual é insuficiente para atender a aprendizagem desejada do aluno, uma vez que as práticas escolares não sintonizam a relação professor X supervisão escolar, muito menos a relação aluno X orientação escolar.
1.2. Futuro (o proposto)
            Após o planejamento escolar, o acompanhamento pedagógico, quanto ao conteúdo a ser ministrado pelo professor, deve ser real, isto é, ele, o professor sintetiza o conteúdo diário para aquela aula e o supervisor visar-lo-á, tomando, assim, conhecimento da real matéria trabalhada, enquanto, da mesma forma, o orientador acompanha o assentamento do aluno após a realização da aula do professor.

2.DO CONTEÚDO
2.1. Atual
            O conteúdo programático a ser trabalhado na escola, atualmente, tem pouca importância (salvo para alguns professores ou escolas), muito embora relacionados na “semana pedagógica e planejamento” e arquivados para sempre num fichário ou em caixas amarelas da supervisão escolar. Percebam que a conversa é: passe um trabalhinho para o aluno e dê a nota. E o professor aplica o conteúdo se a boa vontade lhe condisser com a responsabilidade, senão ministra seus “enrolódromos”. (Anexo 1)

2.2. Futuro (o proposto)
            O conteúdo programático deve ser planejado em conjunto com coordenador de cada área e disciplina e atender os parâmetros curriculares mínimos, com a síntese “em prancheta” da matéria do dia-a-dia, sendo o conteúdo visado pela supervisão escolar, antes de ir à sala de aula. O conteúdo deve ser arquivado em pasta diariamente, para posteriores comprovação; se informatizado, passado o visto pelo coordenador, supervisor e orientador da unidade escolar.
O conteúdo trabalhado com auxílio de tecnologia ou mesmo impresso pelo professor deve ser acompanhado pela Seduc, isto faz com que, no caso de adotar-se uma avaliação pela Secretaria da Educação, não distancie o conteúdo da avaliação.
 A presença do aluno deve ser acompanhada diariamente pelo orientador escolar, computadas as faltas ou presenças do aluno e remetidas para a secretaria da unidade escolar, para apuração final do ano letivo. (Anexo 1)

3.DA AVALIAÇÃO
3.1. Atual
            Atualmente, avaliação consiste em provas e testes, orais e escritos. Até aí, nada de diferente em qualquer escola do Brasil. O caso é que a forma de avaliação é muito diferente das provas do Enem ou de muitos concursos de ensino médio, por exemplo. Ora, o bom êxito do aluno na avaliação está, também, na convivência dos conteúdos ministrados, e se ele não o tem como devia, então não pode alcançar sucesso na vida profissional ou seguir uma universidade federal, que exigem conhecimento amplo.
            Faço lembrar-lhes que certo secretário de educação, desse Estado, gabava-se de um aluno no meio de mais de 22 mil. Tal aluno havia passado para o curso de medicina na Federal. Um exemplo de esforço particular do aluno e não mérito da escola pública, também uma estatística sem qualificação, no nosso parecer mínimo.          
3.2. Futuro (o proposto)
            Que a secretaria de educação implante um programa de avaliação suplementar bimestral ou semestral, tipo a avaliação do Enem. Esta avaliação deverá somar com as da unidade escolar, as quais foram estabelecidas no planejamento. Assim, se primasse pela quantidade de 2(duas) atividades na escola valendo 4(quatro) pontos, a secretaria faria uma outra, incluindo todas as disciplina, valendo 6 (seis) pontos, ou seja, o suplemento de 10 (dez) pontos na média, sendo que a forma de escolha da avaliação ser bimestral ou semestral, seria também segundo a disponibilidade de recursos da secretaria.(Anexo 2)

4.DA RECUPERAÇÃO
 4.1. Atual
            A recuperação atual é feita com base na nota abaixo da média exigida do aluno, mas não se observa a vivência ou o aproveitamento da aprendizagem em sala de aula, porque, na maioria das vezes, este aluno não assistiu a aulas, ou está evadido em casa, no pátio da escola ou “na verdade da família”. O fato de ser ministrada uma ou duas aulas, implica dizer que estas nada recuperam. Como é que um aluno esteve ausente mais da metade das aulas bimestral, recupere em uma ou outra aula sua aprendizagem.
4.2. Futuro (o proposto)
            A recuperação que aqui proponho é com base na freqüência do aluno na sala de aula. Caso ele tenha perdido de 3(três) a 10 (dez) aulas das 31 bimestrais previstas de Língua Portuguesa, por exemplo, faria uma avaliação, após o orientador educacional fornecer-lhe o conteúdo, que o professor ministrou em salas. Caso o aluno tenha perdido mais da 10 (dez) aulas, ele teria que assistir, pelo menos, a 1/3(um terço) das aulas  perdidas, sendo em horário diferente daquele das aulas regulares. Para isso, o professor tem em outro turno 2(duas) aulas obrigatórias em sala para recuperação da aprendizagem, diariamente.(ver item IV.2)

IV.OPERACIONALIZAÇÃO
Dentre as ações a serem apontadas para melhorar o nível educacional dos alunos, as mais urgentes que merecem ser priorizados no campo pedagógico e levados para dentro da sala de aula, estão abaixo relacionadas ao nosso parecer:

1.     Diminuição da carga horária de 30 aulas semanais ( em sala) para 26 aulas;

2.     Lotação da carga horária com 26 horas/aulas e numa só unidade escolar, sendo 24 horas durante um período, e 2 horas aula, noutro período para atividades de recuperação do aluno.

3.     Escolha democrática de um coordenador para cada área das ciências da linguagem, códigos, ciências da matemática, ciência humanas, ciências da natureza   e suas tecnologias;

4.     Conteúdos programáticos ministrados somente por professores habilitados ou especialistas na disciplina;

5.     Planejamento do ano efetivado com base no conteúdo a ser dado conforme o número de aula em cada disciplina;

6.     Prova diária do planejamento quanto ao conteúdo a ser ministrado em sala de cada turma e horário preestabelecido;

7.     Acompanhamento, controle e apoio pedagógico diários do supervisor e orientador educacional, em conexão com cada coordenador de área;

8.     Priorizar todas as aulas interativas em sala de aula para exposição do conteúdo planejado e os momentos sócio- culturais em outro turno, como gincanas, feiras de ciência, palestras, passeios etc,  caso se planeje;

9.     Acompanhar o comportamento disciplinar do aluno em sala, com a proibição de aparelhos eletrônicos na sala...

10.            Recuperação de conteúdos ministrados em sala de aula por falta do aluno, sob qualquer hipótese, independente da nota bimestral alcançada pelo aluno; e

11.            Em vez de o professor está preenchendo diários e até registrando o que não foi dado em sala, o supervisor e o coordenador de área acompanham, apoiam, ajudam e afixam a cada aula ministrada(Anexo 1) uma etiqueta na síntese do material apresentado pelo professor, a qual vai servir de prova da aula realmente dada.

V.EFEITOS DA AÇÃO DO PROJETO
1.     Desburocratização do registro escolar por parte do professor;
2.     Eliminação dos diários de classe;
3.     Mais comprometimento do professor do conteúdo a ser trabalhado;
4.     Aumento da presença do aluno em sala de aula;
5.     Controle permanente da freqüência do aluno na escola e na sala;
6.     Tempo maior para o planejamento do professor;
7.     Maior atenção ao conteúdo do professor, consequentemente maior respeito e frequência às aulas, dada a imposição da avaliação pela secretaria.
VI.ATORES ENVOLVIDOS NA OPERALIZAÇÃO DO PROJETO
1.     A Secretaria de Estado da Educação de Rondônia (principalmente)
2.     O professor;
3.     Um coordenador de cada área de estudo;
4.     O supervisor e o orientador educacional; e
5.     Um agente de apoio

VII.BENEFICIÁRIO PRINCIPAL
O ALUNO

VIII.ANEXOS
            Por amostra, expomos dois anexos (exemplos) abaixo, como funcionaria cada atividade (interação professor X aluno) em sala de aula e a avaliação bimestral ou atividade de verificação de aprendizagem, para controle e acompanhamento da Secretaria da Educação e unidade escolar.

IX.CONVENÇÕES
Etiqueta: Deve ser colada no conteúdo ou na avaliação, que funciona como diário para chamada em sala, depois remitida à orientação para o controle de conteúdo trabalhado e assiduidade do aluno. 
Ab = avaliação bimestral
Rec = recuperação
Aula n. = ordem numérica de aula.
/    / = dia, mês e ano.

Porto Velho-RO, 28 de dezembro de 2010

CÓDIGO – LINGUAGEM - COMUNICAÇÃO E LITERATURA                                         
1.COMUNICAÇÃO

É o processo de emissão, transmissão e recepção de mensagens por meio métodos e/ou sistemas convencionados. 
Em uma comunicação temos os seguintes elementos:
O referente – é o assunto de trata a conversa.                      (...)
O emissor – é a pessoa que fala..
A mensagem – é a conversa.
O canal – é o meio físico ou técnico através do qual o emissor faz chegar a mensagem ao receptor.
O código – é a linguagem, no caso do texto, a língua portuguesa. A linguagem pode ser verbal (a palavra escrita ou falada) ou não-verbal (qualquer símbolo que represente a comunicação).
O receptor – é aquele que ouve que recebe a mensagem.


Assim esquematizamos:
                                   
                 REFERENTE                                               (o assunto)

            CANAL

EMISSOR        MENSAGEM                RECEPTOR
                              

              CÓDIGO
      (verbal / não-verbal)
                                              
                                                                                           
     Texto

 – Oi, meu berilo!
 – Oi, meu anjo barroco!
 – Minha tanajura! Minha orquestra de câmara!   – Que bom você me chamar assim, meu pesse-gueiro-da-flórida!                 
 – Você gosta, minha calhandra?
 – Adoro, meu teleférico iluminado!
 – Eu também gosto muito de ser tudo isso
que você me chama!
– De verdade, meu jaguaretê de paina?
– Juro, meu cavalinho de asas!
– Então diz mais, diz mais!.
                      (...)

2. FUNÇÕES DA LINGUAGEM

a) Função fática. É função de contato. O texto não é objetivo, a fala é vaga, cheio de rodeios, significados imprecisos. Ex.: - Achei legal o visual. Tony, e você?
 - Uma treva, muito lua, tá....................................
                                                             ................................................................................
                                                              ...............................................................................








                                                                                                        (ANEXO 1)



EEEM _________________________________­­­­­­________        AVALIAÇÃO         VALOR:_____ NOTA_______
DISCIPLINA: LÍNGUA PORTUGUESA       - CÓDIGOS E LINGUAGEM                                                        3º ANO
PROFESSOR: ANTONIO JUAREZ BEZERRA MAIA
ALUNO(A):____________________________________________________Nº______ TURMA_________
Conselhos durante um terremoto                                                                                            
(...) A ruína nos dá lições de vida. Pois desabam o casamento, os negócios, a saúde e os regimes, mas não se sabe de onde, nem por que milagres surgem forças, propiciando o resgate e nos livrando do total aniquilamento.
      Todos já estivemos e estaremos em algum terremoto. Um terremoto é quando a paisagem nos trai. Um terremoto é quando se quebrou a solidariedade entre seu ponto de vista e as coisas. Um terremoto não é só quando o caos democraticamente toma conta do cosmos. Um terremoto eu lhe digo o que é: é a hora da traição da natureza. Ou da traição dos homens, se quiserem. Um terremoto, minha amiga, é quando, como agora, você esta se separando. (...) Você está embaixo da pele, com a voz meio sepultada lançando um grito de socorro, e aqui com a equipe de salvamento lhe posso apenas lançar a frase: a ruína nos dá lições de vida.
(...) Daí o primeiro conselho em caso de tragédia: não entre pânico acima do tolerável. Lembre que todo terremoto é passageiro. (...) Mesmo os mais profundos e autênticos cataclismos não duram mais que pouquíssimos, embora diabólicos, minutos. Vai ser terrível, mas vai passar. (...)
      Sobretudo, depois do terremoto há que se aprender com as ruínas. Porque, os engenheiros que me perdoem, mas a ruína é fundamental. É a hora do retorno. (...)Pois a tarefa do homem é refazer-se a partir das ruínas. Temos mais é que catar os cacos do caos, catar os cacos da casa, catar os cacos do país. Depois da demolição das fraudes, desmontando a aparência de ontem, podemos nos erguer a luminosidade do ser. Ruína, nesse sentido, não é decadência.
      As ruínas do presente nos ensinam que um terremoto é quando não há mais o centro das coisas. (...) Mas aprendendo com a ruína, ah, já nos prometem com o verde. Já tracejam planos de jardim onde as crianças e as flores povoarão o amanhã.
      Amigo, amiga: terremotos ocorrem sempre e muitos aí perecem. Mas a função do sobrevivente é sobreviver reconstruindo.
      A ruína, além da morte, nos dá lições de vida.
                                   Afonso Romano de Sant´Anna, Conselhos durante um terremoto.

Responda:
1.Qual é a idéia principal do texto?___________________________________________________.
2.Terremoto no texto aparece no sentido figurado ou denotativo?Explique:__________________
________________________________________________________________________________
Analise o provérbio: “Depois da tempestade vem a bonança” e baseado nele, retire do texto:
3.Uma frase que possa traduzir a idéia contida no provérbio.______________________________ Assinale a opção correta:
4.No terceiro parágrafo ele disserta sobre:
 a.(  )Mesmo avassaladores, os terremotos são transitórios. b.(  )Os terremotos são efêmeros.
 c.(  ) A vida é uma eterna reconstrução.                                    d.(  ) N. D. R.   
                            (ANEXO 2)

ANTONIO JUAREZ BEZERRA MAIA
Currículo


1.DADOS PESSOAIS

NOME
ANTONIO JUAREZ BEZERRA MAIA

NASCIMENTO
1º de novembro  de 1957
ESTADO CIVIL
Casado
NATURALIDADE
Solânea – Paraíba
FILIAÇÃO
Pai: Genésio Teixeira Maia
Mãe: Maria Fontes

ENDEREÇO
Rua Abunã, 2107 – Bairro Liberdade
CEP: 76803-749  - Porto Velho - RO
TELEFONES
(069) 9976-1625/9231-9262/8449 -6634/(o41) 69 8122 -3252


2.ESCOLARIDADE


FORMAÇÃO GERAL

Bacharel em Administração de empresas
Lec. Plena em Letra - Português/Inglês


SITUAÇÃO ATUAL
Pós-graduação: Linguista inglesa.
Acadêmico do Curso de Direito
6º período – Ulbra/Porto Velho


3.EXPERIÊNCIAS PROFISSIONAL
  • PROFESSOR  DE LÍNGUA PORTUGUEA E INGLESA EM ESCOLAS PÚBLICAS E CURSOS  PRÉ-VESTIBULARES E CURSINHOS
  • GERENTE DA INDÚSTRIA E COMÉRCIO NOIA LTDA
  • DIRETOR DO COLÉGIO E CURSO MOTIVO EM OURO PRETO DO OESTE – RONDÔNIA.
  • PALESTRA: A LÍNGUA PORTUGUESA EM FACE DA CONCEPÇÃO DISCIPLINAR.
  • OUTRAS EXPERIÊNCIAS: ATIVIDADES PARA VESTIBULANDO EM LÍNGUA ESPANHOLA.

4.PRETENSÕES
  • TRABALHO OU ATIVIDADES  QUE INTEGREM MINISTRAR O ENSINO NAS ÁREAS DE FORMAÇÃO OU PALESTRA,
  • ATIVIDADES LIGADAS  AO DIREITO.

5.REFERÊNCIAS
  • Capucena neto -pvh  (069) - 9214 -2488 /4141-2127                                               
  • Gisélia evaristo – porto velho – (069) -9984 - 5445
  • Vera lúcia  -  porto velho             – (069) -9914  - 3441























sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

CONHECENDO AS PALAVRAS QUE NOS ENGANAM

        Proclama o artigo 13 de nossa Constituição que a língua portuguesa é o idioma oficial da República Federativa do Brasil.
        Levando-se em consideração que todos nós falamos a língua oficial, presume-se o domínio dela, pelo menos na fala. No entanto, o estudo da língua na escola é certamente para atender as normas estabelecidas e chegar à língua culta, quer na expressão oral, quer na escrita.
       Porém um nó, um obstáculo ainda persiste, e justamente quanto ao alcance dessa língua culta, não só para aqueles estudantes desavisados, mas também, para  professores, engenheiros,  médicos, advogados, promotores, juízes, enfim, os eternos aprendizes.

      O objeto desse trabalho é cessar as dificuldades das principais palavras "enganadoras", cujas expressões ouve-se por muitos profissionais - e em todas as profissões. Todos nós desviamos uma ou outra palavra, aqui ou acolá, até algumas de uso mais comum no dia-a-dia, seja falando ou escrvendo na interação com o público.
     O interessante é que não se corrige esses profissionais, por medo ou respeito à respectiva função ou ao cargo. Também pela falta de oportunidade. Não obstante, uma boa maneira para encurtar o destrato(quando oportuno) é repetir a palavra discretamente, e não fazer cochicho. Quem é professor de português não deixa esse asserto gratuito, mesmo em mexerico.
     
      Este pequeno encarte de palavras não deve esgotar-se com a publicação atual, mas ao longo do que este humilde estudante de Direito for achando interessante fixar aqui uma palavra. As palavras exploradas, nesta parte, estão sempre combinadas duas a duas, para diferenciá-las como homográficas, homófonas, ou em geral, como homonímia ou paronímia.
      Agora é só partir para a página seguinte.

 
      Inicialmente, vale dizer que este trabalho em discurso é, como já mencionamos acima, destinado a todos os aprendizes, contudo é para o estudante de direito, em especial, que ele atenda as suas necessidades, porque é no Direito que as expressões, nem sempre, têm a mesma significação literária ou atende a qualquer dicionário da Língua Portuguesa. Só para ter uma ideia, neste pequeno excerto, já escrivi as seguintes palavras, as quais causam dificuldades no falar ou escrever, quais foram: CESSAR - DESTRATO - ASSERTO - GRATUITO - EXCERTO. Vejamos o que elas significam:

          Asserto - afirmação                            Destrato. Ofender
          Excerto - trecho, fragmento                Gratuito. Aquilo feito ou dado de graça
          Cessar - não continuar, interroper.
Observação:
         1. Gratuito. Feito ou dado de graça, não oneroso, infundado (mas o que se erra mesmo é a pronúncia. Leia-se gra-tui-to, tui mais forte, sem separar o i do u).

         2. As palavras COMPOR e EXCEÇÃO, por exemplo, num dincionário comum, isto é, não jurídico, podemos encontrar: 
         Exceção. Ato ou efeito de excentuar. Desvio da regra geral. Aquilo que se exclui da regra. Exclusão. Privilégio.
         Compor. Formar ou construir de diferentes partes, ou de várias coisas. Entrar na composição. Produzir. Inventar.Por em ordem. Produzir texto.Harmonizar.
    
            Agora, essas palavras no Direito têm os seguintes significados:
          
            Exceção. Defesa indireta (relativamente à contestação, que é direta). Exemplo: Nos crimes contra a honra existe exceção da verdade?
            Compor. Resolver. Harmonizar, no sentido de conciliar. Exemplo: Um dos objetivos do direito é compor conflitos.


quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

ESTUDOS DE REDAÇÃO

REDAÇÃO

Ninguém se tornará um advogado sem estudar direito, ninguém se tornará um engenheiro sem estudar engenharia. E então, você quer se tornar um escritor sem escrever uma linha sequer? Pense nisso!
        De agora em diante, você terá uma noção de como saber o que estar escrevendo, isto é, o que tudo você escrever estará enquadrado ou dentro de um desses tipos de redação. Outras noções mais completas você encontrará na Apostila de Língua Portuguesa do Professor. Aquilo que você acha difícil nos livros comuns, lá vai estar numa forma mais descomplicada. Contato: anjubemaia.bezerra@hotmail.com

Tipos básicos de redação

        Incluem-se as várias formas de escrever nos seguintes tipos:

1. A narração – conta uma história, um fato, um acontecimento real ou imaginário. Os fatos são progressivos, seqüenciados e temporais.

2. A descrição – descreve ou retrata uma história de modo simultâneo
caracteriza os seres, retrata lugares, ambientes, focaliza aspectos particulares, fotográfica.

3. A dissertação – dar uma opinião sobre um determinado assunto. O autor cita um conjunto de fatos, emite algumas opiniões e conclui levantando uma tese, aponta uma solução.
    Como você não escreve para si mesmo, deverá ter alguns cuidados quanto à escrita e o que escreve. Escrever, como ler, é um hábito. Se você não o tem, organize-se para isso, ache um tempo. Inspiração e criatividade não são qualidades inatas de certas pessoas. Qualquer um, devidamente habilitado à prática da escrita, consegue produzir um texto adquado, com clareza e propriedade.

    Antes de começar a narrar, descrever e dissertar, leia as dicas, pratique o que aprendeu sobre redação e atente à leitura dos textos e exercícios.

1.   Escreva tudo o que vier na sua imaginação;
2.   Releia o texto que escreveu, modifique o necessário e reecreva-o;
3.   Lembre-se de que ninguém está obrigado a ler rascunho, passe-o a limpo;
4.   Seja original, não transcreva frases prontas, gírias ou bordões;
5.   Não escreva letras muito pequenas ou muito grandes, não invente letras ( bolinha no “i” ou sem pingo no “j” );
6.   Escreva letra legível;
7.   Faça margens regulares e parágrafos;
8.   Procure usar pontuação adequada ( vírgula, ponto-e-vírgula, dois-pontos, travessão, ponto );
9.   Verifique a ortografia;
10.        Corte ou substitua as palavras repetidas;
11.        Use frases curtas e completas;
12.        Verifique se há adequação à proposta solicitada, se você não fugiu do tema.
13.        Não sublinhar o título;
14.        Não assinar a redação como autor.

 OUTRAS RECOMENDAÇÕES:
1.   Imagine que todo mundo alfabetizado sabe escrever.
2.   Escolha palavras que relacionam ao assunto proposto.
3.    Não copie os outros. O plágio serve apenas de humor. Crie.
4.   Pergunte ao seu professor como pode melhorar seu texto.
5.   Não desista se escreveu mal pela 1ª vez. Bons escritores refazem seu texto.
6.   Você pode ser chamado ao um bom emprego.
7.   Ser hábil na escrita é ser um diferencial.   
8.    O pequeno escritor é também um artista.


 Os textos abaixo exemplificam uma dissertação, descrição e narração, não necessariamente nesta ordem.

TEXTO 1

Marcelo aproxima-se do mar com uma pipa na mão. De repente, ele ouve um barulho atrás de si. Vira-se e depara com uma menina saindo do mar.
        O menino joga a pipa no chão e olha, extasiado, para a menina.
- Uma “hippie” do mar – exclama, encantado.
A menina dirige-se para Marcelo e toma-lhe a mão. Para espanto do menino, diz para ele apenas uma palavra: AMOR.

TEXTO 2
     A praia está deserta.
O sol vem rompendo devagarzinho.
Uma menina bela, mas estranha.
Ela traz na cabeça uma estrela de prata e o vestido é um espetáculo de cores: verde, azul, vermelho e amarelo.
Sobre o vestido, uma infinidade de colares feitos de conchas e algas.
O seu rosto brilha tanto quanto a estrela de prata que traz sobre a cabeça.

TEXTO 3

Sim, o Brasil é um país racista, segundo especialistas – sociólogos, historiadores, entre outros.
Existem vários dados objetivos que provam essa tese. No Brasil, por exemplo, um branco recebe, mensalmente, em média, mais do que o dobro do que o negro, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatístico). Para alguns, a origem da sociedade  brasileira – um país agrário, com poder concentrado na aristocracia branca – ajuda a explicar em parte o porquê do racismo.
Imigrantes, mestiços ou negros chegaram ao país para trabalhar em função de baixa remuneração.
Segundo o livro O Racismo na História do Brasil, de Maria Luzia Tucci Carneiro, por não terem existido, no país, campos de concentração, muitos brasileiros insistem na idéia de que o Brasil jamais foi racista.
Para autora, esse país imaginado, porém, é muito diferente do país real, “que podemos perceber pela observação atenta dos fatos do dia-a-dia”.  (Folha de São Paulo, Folhateen)

LITERATURA:MOVIMENTOS LITERÁRIOS

(Resumo elaborado pelo Prof. Juarez - Fontes no Final da pesquisa)

NO BRASIL

1. LITERATURA DE INFORMAÇÃO. De 1500 a 1601.

Autores: Pero Vaz de Caminha – Carta de Caminha. Pero Magalhães Gandavo - Tratado da terra do Brasil e Historia da Província de Santa Cruz. Manoel de Nóbrega - Diálogo sobre a conversão do gentio.

2. BARROCO. De 1601 a 1768.

Autores: Bento Teixeira Pinto – Prosopopeia. Gregório de Matos Guerra. –À mesma D. Ângela (poesia lírica), A Jesus Cristo Nosso Senhor (poesia religosa) e poesia satírica.

3. ARCADISMO. De 1768 a 1836.

Autores: Cláudio Manuel da Costa – Obras Poéticas – Vila Rica. Basílio da Gama – O Uruguai. Santa Rita Durão – Caramuru (poemas épicos). Tomás Antônio Gonzaga - Marília de Dirceu (poesia lírica), Cartas Chilenas(poesia satírica)

4. ROMANTISMO. De 1836 a 1881.

AUTORES DA 1ª FASE: Gonçalves de Magalhães – Suspiros poéticos e Saudades (poemas). Gonçalves Dias – Primeiros cantos; Segundo Cantos; Sextilhas de frei Antão; Últimos cantos; Os timbiras; Canção do Exílio (poesia); Beatriz Cenci, Leonor de Mendonça (teatro); Brasil e Oceania, Dicionário da língua tupi(outros). Casimiro de Abreu – Primaveras (poesia); Camões e o jau (teatro).
AUTORES DA 2ª FASE: Álvares de Azevedo – Lira dos vinte anos; Conde Lopo (poesia); Noite na taverna (conto); Macário (teatro). Fagundes Varela – Noturnas; O estandarte auriverde; Vozes da América; Contos Meridionais; Contos Religiosos (poesia). Joaquim de Sousa Andrade (Sousândrade) – Harpa selvagem; Guesa errante; Novo Éden (poesia).
AUTORES DA 3ª FASE. Castro Alves – Espumas flutuantes; a cachoeira de Paulo Afonso; Vozes d’Africa e O navio negreiro; Os escravos (poesia); Gonzaga ou a Revolução de Minas; drama histórico(prosa).
Prosa romântica (romance indianista, regionalista, urbano e histórico). Autores: Joaquim Manoel de Macedo – A Moreninha; O Moço Loiro; Os dois amores (romance); O fantasma Branco; O primo da Califórnia (teatro) José de Alencar – Cinco minutos; A viuvinha; Lucíola; Diva; A pata da gazela; Sonhos d’ouro; Senhora; Encarnação(urbano). O gaúcho; O tronco do ipê; O sertanejo (regionalista). As minas de prata; A guerra dos mascates (histórico); O guarani; Iracema; Ubirajara (indianista). Demônio familiar; Verso e reverso; As asas de um anjo; Mãe; O jesuíta (teatro). A confederação dos tamoios; Ao imperador: cartas políticas de Erasmo; Ao imperador; novas cartas políticas de Erasmo; Ao povo: cartas políticas de Erasmo (não-ficção); Como e por que sou romancista (autobiografia). Os filhos de Tupã (poesia). Alfredo d’Escragnolle Taunay – A mocidade de Trajano; Inocência; Lágrimas do Coração; Ouro sobre azul , A retirada da Laguna(romance). Bernardo Guimarães – O ermitão de Muquém; O seminarista; A escrava Isaura (romance). Manoel Antônio de Almeida. Memória de um sargento de milícias (romance); Dois amores (drama lírico); e poesias em jornais e revistas.

5.REALISMO/NATURALISMO De 1881 a 1893.

AUTORES REALISTAS: Machado de Assis – Memórias póstumas de Brás Cubas(2ª fase); Crisálidas; falenas; Americanas(poesia); Contos Fluminense; Historia da meia-noite; Papeis avulsos; Historias sem data; relíquias da casa velha(contos); Ressurreição; A mão e a luva; Helena; Iaiá Garcia(rom.1ª fase); Quincas Borba; Dom Casmurro; Esaú e Jacó; Memorial de Aires(rom.2ª fase); e peça teatrais; AUTORES NATURALISTA: Aluísio de Azevedo – O mulato. Casa de pensão. O homem; O cortiço; O coruja; Uma lagrima de mulher; Memórias de um condenado (ou A condessa Vésper); Mistério da tijuca (ou Girândolas de amores); Filomena Borges; A mortalha de Alzira(romance romântico) Raul Pompéia – O Ateneu; Cançoes sem metro(crônicas) e poemas em prosas; Inglês de Sousa – O missionário. Adolfo Caminha – Bom-Criolo. Manoel de Oliveira Paiva – Dona Guidinha do Poço. Domingos Olimpio – Luzia-Homem. Julio Ribeiro – A carne; As sete noites de Lucrécia; Os prazeres de Rosália; Um homem gasto.

6.PARNASIANISMO. De 1881 a 1893.

Autores: Teófilo Dias – Fanfarras (1882). Olavo Bilac – Poesias, inclui Panóplias; Via Láctea; Sarças de fogo; Alma inquieta; O caçador de esmeraldas; Sagres; Poesias infantis; Tarde(poesia); Crônicas e novelas; Critica e fantasia; Tratado de versificação(prosa), este último junto com o poeta Guimarães Passo. Raimundo Correia - Sinfonias; Versos e versões; Aleluia.



7. SIMBOLISMO. De 1893 a 1902.

Autores: Cruz e Sousa – Missal (poemas em prosa) e Broqueis (poema); Faróis; Últimos sonetos(poesia); Tropos e fanfarras, com o Virgilio Várzea; Evocações(poemas em prosa). Alphonsus de Magalhães – Setenário das dores de Nossa Senhora; Câmara ardente; Dona Mística; Kyriale(poesia); Mendigos(prosa)

8. PRÉ-MODERNISMO. De 1902 a 1922.

Autores: Euclides da Cunha – Os sertões; Peru versus Bolívia; Contrastes e confrontos; Á margem da Historia. Lima Barreto – Triste fim de Policarpo Quaresma; Recordações do escrivão Isaias Caminha; Numa e a Ninfa; Vida e morte de M.J. Gonzaga de Sá; Clara dos Anjos(romance).Os bruzundangas; Coisas dos Reino do Jambom(sátiras); Historia e sonho(conto); Monteiro Lobato -  Obras infanto-juvenil; Urupês; Cidades mortas; Negrinha(contos); Escreveu crônicas, artigos, ensaios. Augusto dos Anjos – Eu e outras poesias. Graça Aranha – Canaã. Valdomiro Silveira – Os caboclos. Simões Lopes Neto – Contos gauchescos.
Raízes do Modernismo Brasileiro – Movimento de Vanguarda Européia.

1.Futurismo: Liderado pelo Italiano Felippo-Tommaso Marinetti.
2.Expressionismo: Floresceu na Alemanha. No Brasil: Lasar  Segal. Anita Mafatti.
3.Cubismo:Criado por Pablo Picasso. Seguidores: Braque, Léger e Mondrian.
4.Dadaísmo: o líder foi Tristan Tzara.
5.Surrealismo: lançado pelo francês  André Breton.


9. MODERNISMO. De 1922 a 1945. AUTORES DA 1ª FASE (1922 -1930)

Autores como: Mário de Andrade – Há uma cota de sangue em cada poema; Paulicéia desvairada; Losango cáqui; Clã do jabuti; Remate de males; Poesia; Lira paulistana, seguida de O carro da miséria (poesia); Primeiro andar; Belazarte; Contos novos (contos); Amar, verbo intransitivo; Macunaíma (romance); A escrava que não é Isaura; Musica do Brasil; O movimento modernista; O empalhador de passarinhos (ensaio). Oswald de Andrade – Pau-Brasil; Primeiro caderno do aluno de poesia Oswald de Andrade; Cântico dos cânticos para flauta e violão; O escaravelho de ouro (poesia); Os condenados (trilogia);Memória sentimentais de João Miramar; Serafim Ponte Grande; Marco zero-a revolução melancólica(romance); O homem e o cavalo; A morta; O rei da vela(teatro); Manifesto da Poesia; Pau-Brasil; Manifesto Antropófago(manifestos)  Manoel Bandeira – A cinza das horas; Carnaval; O ritmo dissoluto; Libertinagem; Estrela da manhã; Lira dos cinqunt’anos; Belo, belo; Mafuá do malungo; Estrela da tarde; Estrela da vida inteira(poesia); Crônicas da província do Brasil; Itinerário de Pasárgada; Andorinha, andorinha. Guilherme de Almeida. Menotti del Picchia. Cassiano Ricardo – Dentro da noite; Frauta de Pã; Vamos caçar papagaios; Martim Cererê ou O Brasil dos meninos, dos poetas e dos heróis; O sangue das horas; Jeremias sem chorar; Os sobreviventes. Raul Popp. Luís Aranha (poesia). Prosa: Mário de Andrade. Oswald de Andrade. Alcântara Machado – Pathé-baby (crônica de viagem); Brás, Bexiga e Barra Funda; Laranja da China (contos); Mana Maria(romance inacabado).


AUTORES DA 2ª FASE (1930-1945)

Autores de prosa regionalista: José Américo de Almeida – A bagaceira. Raquel de Queiroz. José Lins do Rego – Menino de engenho; Doidinho; Bangüê; Usina; Fogo morto (rom. do ciclo de cana-de-açúcar); Pedra Bonita; Cangaceiros(rom. do ciclo do cangaço, misticismo e seca); O moleque Ricardo; Pureza; Riacho doce; Água-mãe; Eurídice(romance independente); Escreveu ainda crônicas e ensaios; Jorge Amado – O país do Carnaval; Suor; Capitães de areia(rom. da Bahia); Cacau; São Jorge de Ilhéus; Terras do sem-fim(rom. do ciclo do cacau; Mar morto; Gabriela, cravo e canela; a novela A morte e a morte de Quincas Berro d’Água(crônicas de costumes). Graciliano Ramos – Caetés; São Bernardo; Angústia; Vidas Secas; Brandão entre o mar e o amor em parceria com Jorge Amado; José Lins; Aníbal Machado e Raquel de Queiroz(romance); Insônia(conto); Infância; Memórias do cárcere; Viagem (memória);Viventes das Alagoas e Linha tortas(crônica); A terra dos meninos pelados; História de Alexandre; Histórias incompletas. Autores de prosa urbana: Érico Veríssimo – Clarissa; Olhais os lírios do Campo; O resto é silêncio; Caminhos Cruzados(rom. urbano); a trilogia O tempo e o vento: I. O continente; II. O retrato; III. O arquipélago(romances);Incidente em Antares; O senhor embaixador; O prisioneiro(romance político).   Marques Rabelo. Autores de prosa intimista ou sondagem psicológica: Cornélio Pena – fronteira. Luis Cardoso. Dionísio Machado. Otavio de Faria. Autores de poesia: Carlos Drummond.- Alguma poesia; Brejo das almas; Sentimento do mundo; Claro enigma; Viola de bolso; Poesias; A rosa do povo; Fazendeiro do ar; A vida passado a limpo; Lição de coisas; Boitempo; As impurezas do branco; A paixão medida; Corpo – novos poemas; Amar se aprende amando; O amor natural(poesia); Confissões de Minas – ensaios e crônicas; Contos de aprendiz; Passeios na ilha – ensaios e crônicas;  Fala, amendoeira – crônicas; A bolsa e a vida – crônicas e poemas; Cadeira de balanço; O poder ultrajovem e mais 79 textos em prosa e versos; Boca de luar – crônicas; Tempo vida poesia. Murilo Mendes – Poemas; Historia do Brasil; Tempo e eternidade; A poesia em pânico; As metamorfoses; Mundo enigma; Poesia liberdade; Contemplação de ouro; Tempo espanhol; Convergência (poesia); O sinal de Deus; (poemas em prosa); O discípulo de Emaús; Poliedro; A idade do serrote; Retratos-relâmpagos. Jorge de Lima – XIV alexandrinos; O mundo do menino impossível; Poemas; Novos Poemas; Tempo e eternidade;  A túnica inconsútil; Poemas negros; Livro de sonetos; Invenção de Orfeu(poesia); O anjo(novela); Salomão e as mulheres; Calunga(prosa); A mulher obscura – romances.   Cecília Meireles – Espectros; Nunca mais... e poemas dos poemas; Baladas para El-rei; Viagem; Vaga música; Mar absoluta; Retrato natural; Doze noturnos de Holanda e O aeronauta; Romanceiro da Inconfidência; Solombra (poesia); Giroflê, Giroflá; Escolha seu sonho; Olhinhos de gato(prosa).    Vinícius de Moraes – O caminho para a distância; Forma e exegese; Ariana, a mulher; Novos poemas; Cinco elegias; Poemas, sonetos e badaladas; Livro de sonetos; Novos poemas II, O mergulhador; A arca de Noé(poesia); O amor dos homens; Para viver um grande amor(prosa); Para uma menina com uma flor – crônicas; Orfeu da Conceição; Pobre menina rica – em parceria com Carlos Lyra (teatro).    

AUTORES DA 3ª FASE (1945 ATÉ ATUALIDADE OU PÓS-MODERNISMO):

Autores de prosa urbana: Dalton Trevisan. Rubem Braga. Lygia Fagundes Telles. Autores da prosa intimista: Clarice Lispector – Perto do coração selvagem; O lustre; A cidade sitiada; A maça no escuro; a paixão segundo G.H.; Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres; A hora da estrela (romance); Laços de família; A legião estrangeira; Felicidade clandestina; A imitação da rosa; A via crucis do corpo; A bela e fera (contos); escreveu ainda literatura infantil.  Lygia Fagundes Telles. Antonio Olavo Pereira. Autores da prosa regionalista: Bernardo Guimarães. Herberto Salles. Mario Palmério. Bernardo Elis. Guimarães Rosa – Grande sertão: veredas (romance); Sagarana; Corpo de baile (Manuelão e Miguilin, No Urubuquaquá, no Pinhém e Noites do sertão); Primeiras estórias; Tutaméia: terceiras estórias; Estas estórias; Ave, palavra(conto);   Autores de poesias: Bueno de Rivera. Péricles Eugênio da Silva Ramos. Alphonsus de Guimarães Filho. Ledo Ivo. Paulo Bonfim. Geir Campos. Thiago de Melo. João Cabral de Melo Neto – Pedra do sono; O engenheiro; Psicologia da composição; O cão sem plumas; O rio; Morte e vida severina; Paisagem com figuras; Uma faca só lâmina; A educação pela pedra; Museu de tudo; Auto do frade; Agreste; Crime na Calle Relator(poesia). Ferreira Gullar. José Paulo Paes.



TENDÊNCIAS COMTEMPORÂNEAS: poesia

As características dessas tendências, segundo Domício Proença Filho, são: 1.O ludismo (obra que resulta de pastiche e pararódia); 2.A intertextualidade. 3.A intensificação de metalinguagem. Autores de tendências permanentes: Carlos Antonio Cabral, Carlos Drummond, João Cabral de Melo Neto e Adélia Brado. Autores de tendências à ruptura e novas tendentes: 1. Concretismo: Augusto de Campos, Haroldo de Campos e Décio Pignatari. 2.Poesia-Práxis: Mário Chamie. 3.Poesia social:Ferreira Gullar, Thiago de Melo, Affonso Romano de Sant’Anna. 4.Tropicalismo(difundido pela música): retoma a proposta de Manifesto Antropofágico de Oswald de Andrade. 5.Poesia Marginal(em 70): Chacal, Paulo Leminski, Antonio Carlos de Brito(Cacaso), Chico Alvim, Kátia Bento, Régis Bonvicino, Samaral. 6.Caminhos ou novas tendências: Délia Prado, Manoel de Barros, José Paulo Paes, e autores já consagrados Drummond, Murilo Mendes e João Cabral de Melo Neto. Além desses autores, destacam Arnaldo Antunes, Orides Fontela e Fernando Paixão.


TENDÊNCIAS COMTEMPORÂNEAS: prosa

1.prosa (estilo eclético) regionalista: seguindo a trilha de Guimarães rosa. Mário Palmério. Vila dos confins; Chapadão do Bugre. Bernardo Élis – O troco. Ariano Suassuna – A pedra do reino.
2.prosa política: a)romance-reportagem: Inácio de Loyola Brandão - Zero; Não verás país nenhum. Antonio Callado – Quarup; Reflexo do baile. Roberto Drummond – Sangue de Coca-Cola; A morte de D.J. em Paris; Hitler manda lembranças; Hilda furação. José Louzeiro – Lúcio Flávio, o passageiro da agonia. Márcio Sousa – Galvez, o imperador do Acre. Rubem Fonseca – Os prisioneiros; A coleira do cão; Lúcia McCartney; Feliz ano novo; O cobrador; A grande arte; Buffo & Spallanzani; Vastas emoções e pensamentos imperfeitos; Agosto; Romance em negro. b) realismo fantástico: Murilo Rubião – O ex-mágico; O pirotécnico Zacarias. José J. Veiga – Sombra de reis barbudos; A hora dos ruminantes. Moacyr Scliar – A balada do falso Messias; O carnaval dos animais; O ciclo das águas. 3.prosa urbana: Luiz Vilela – No bar; Tarde da noite; Tremor da terra; O choro no travesseiro. Ricardo Ramos. Dalton Trevisan – Novelas nada exemplares, Cemitério de elefante; Morte na praça; O vampiro de Curitiba; Desastres do amor; A guerra conjugal; A faca no coração; A trombeta do anjo vingador; Lincha tarado. Rubem Fonseca. 4.prosa intimista: Clarice Lispector. Lygia Fagundes Telles. Autran Dourado – Ópera dos mortos; O risco do bordado; Almas & corações. Osman Lins – O fiel e a pedra; Nove novena; Avalovara. Lya Luft.  5.prosa memorialista ou autobiográfica: Pedro Nava – Baú de ossos. Érico Veríssimo – Solo de clarineta I e II. 6.O conto e a crônica: Fernando Sabino. Rubem Braga. Carlos Heitor Cony. Luís Fernando Veríssimo. Entre outros: Campos de Carvalho – Alua vem da Ásia, Vaca de nariz sutil; A chuva imóvel; O púcaro búlgaro. Chico Buarque de Holanda – Estorvo. Domingos Pellegrini Jr. – O homem vermelho; Os meninos; As sete pragas. Hilda Hilst – Fluxograma; Qadós; O caderno rosa de Lori Laby; Cartas de um sedutor. Ivan Ângelo – A festa; A casa de vidro. João Antônio – Malagueta; Peru e Bacanaço; Leão-de-chácara. João Ubaldo Ribeiro – Sargento Getúlio; Livros de histórias; Viva o povo brasileiro; Vila Real; O sorriso do lagarto. Marcelo Rubens Paiva – Feliz ano velho; Blecaute; Bala na agulha. Nélida Piñon – Tebas do meu coração; A república dos sonhos; Sala de armas; Tempos das frutas. Patrícia Melo – Acqua Toffana; O matador. Zulmira Ribeiro Carvalho – O japonês dos olhos redondos; O nome do bispo.


TAREFA: É difícil relacionar autores e obras completas da produção literária em Portugal e no Brasil. No entanto, é bom citar pelos menos uma obra principal de cada autor na vasta produção existente. Assim, da relação acima, pesquise pelo menos uma obra dos autores, cuja produção não foi citada acima.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

O AMOR NÃO É TUDO

Diz-se que o amor é tudo
Enquanto não se conhece as outras coisas
Que, talvez, faltem quase todo o cerne.

O mar não é azul
A terra não é azul
O céu não é azul
E amor não é, por certo

À vezes, em amor farta em inverdade
Porque, no amor, agente vê
Coisas difícieis de acreditar

Dizem que é encanto de sonhar
E sobre amor dizem tantas coisas
Só eu que ainda não o tenho como concreto,
Pois sobre amor há muito que se pensar

Talvez sobre laços para os abraços
Talvez suma corpo para os enlaços
Como onda que vem e sempre passa

Ou ele é infinito nos limites,
Ou ele é mínimo em pedaços
Ou é porque tudo está incompleto.

                                                                (Juarez, Alma da Linguagem)